segunda-feira, 23 de julho de 2012

Universo Bem-Afinado


Deus e o Cosmos: A Teoria do Universo Bem-Afinado


Ao longo dos últimos anos, novas descobertas na física e na cosmologia podem enfim responder a maior questão da humanidade. Evidências mostram que a vida na Terra só é possível se as constantes físicas fundamentais estiverem dentro de uma faixa muito estreita, o que significa que, se alguma destas constantes fosse ligeiramente diferente, seriam improváveis a formação e o desenvolvimento da matéria, das estruturas astronômicas, da diversidade elementar e mesmo da vida como ela é conhecida hoje. Esta teoria, conhecida como “Teoria do Universo Bem-Afinado” pode ser, para muitos, a prova definitiva da existência de uma mente superior que muitos chamam de Deus. Conheça mais sobre esta teoria e como ela pode por fim a esta questão.

                A teoria do universo bem-afinado afirma que qualquer pequena mudança em alguma das constantes físicas fundamentais faria com que o universo fosse radicalmente diferente. Como Stephen Hawking notou, “As leis da ciência, como conhecemos hoje, contêm muitos números fundamentais, como o tamanho da carga elétrica do elétron e a razão entre as massas do próton e do elétron... O notável é que os valores destes números parecem ter sido finamente ajustados para tornar possível o desenvolvimento da vida”. Abaixo estão listadas cinco das constantes físicas mais finamente ajustadas:

Parâmetro
Desvio máximo
Relação Elétrons: Prótons
1: 1034
Relação Força Eletromagnética: Gravidade
1: 1040
Taxa de Expansão do Universo
1: 1055
Densidade de Massa do Universo
1: 1059
Constante Cosmológica
1: 10120

Estes números representam o desvio máximo dos valores aceitos, que poderiam impedir o universo de existir hoje, possuir matéria ou torna-lo inadequado para qualquer forma de vida.

                Veja alguns exemplos do que aconteceria caso algumas das constantes físicas fundamentes fosse ligeiramente maior ou menor:

1.       Força Nuclear Forte:
Se maior: nenhum hidrogênio iria se formar; o núcleo atômico da maioria dos elementos essenciais para a vida seria estável; logo, a vida não existiria;
Se menor: nenhum elemento mais pesado do que hidrogênio se formaria; ou seja, a vida não existiria.

2.       Força Nuclear Fraca:
Se maior: muito hidrogênio seria convertido para hélio no Big Bang; daí, as estrelas converteriam muita matéria para elementos pesados, tornando a vida impossível;
Se menor: muito pouco hélio seria produzido após o Big Bang; logo, as estrelas converteriam muito pouca matéria para elementos pesados, impossibilitando a vida.

3.       Força Gravitacional:
Se maior: as estrelas seriam muito quentes, e queimariam muito rapidamente e de forma desnivelada para a química da vida;
Se menor: as estrelas seriam muito frias para a fusão nuclear; logo, a maior parte dos elementos necessários para o desenvolvimento químico da vida não se formariam.

4.       Força Eletromagnética:
Se maior: ligações químicas seriam desfeitas; elementos mais massivos do que o boro seriam instáveis para a fissão;
Se menor: as ligações químicas seriam insuficientes.

5.       Taxa de Expansão do Universo:
Se maior: nenhuma galáxia se formaria;
Se menor: o universo entraria em colapso, antes mesmo das estrelas se formarem.

Estas evidências podem ser a prova de que o universo, de fato, é algo idealizado e que “pode existir uma mente superior capaz de manipular (ou definir) as leis que o regem”, como notou William Lane Craig, teólogo e filósofo estadunidense. Mas, Craig argumenta que “o postulado de um designer inteligente não resolve para nós a questão religiosa”.

O filósofo cristão Alvin Plantinga argumenta que o acaso, aplicado a um universo único e exclusivo, apenas levanta a questão de “como este universo é tão sortudo a ponto de ter as condições precisas para suportar vida em pelo menos um lugar e tempo”.

Diante desta teoria e das evidências, fica claro que a vida só existe porque as leis que regem o universo são matematicamente precisas. Diante disso, nos restam apenas dois caminhos: acreditar que estamos aqui por simples acaso, ou aceitar que estamos aqui por algum motivo.

Fontes:

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Descobertas Arqueológicas à Favor do Cristianismo


Descobertas Arqueológicas à Favor do Cristianismo

Ao longo dos anos, novas descobertas arqueológicas trazem à tona a veracidade de alguns relatos bíblicos e fortificam a possibilidade da existência da mais importante figura do Cristianismo: Jesus Cristo.

Veja algumas destas descobertas:

1. Túmulo do Apóstolo Filipe:

                Em 27 de Julho de 2011, de acordo com a agência turca Anadolu, o professor italiano Francesco D’Andria, no comando da exploração, afirmou que fora encontrado na cidade turca de Pamukkale, antiga Hierápolis, o túmulo do apóstolo Filipe.
                “Há anos tentamos encontrar o túmulo de Filipe. Finalmente o encontramos entre os escombros de uma igreja que escavávamos há cerca de um mês”, explicou o arqueólogo.
                Filipe foi um apóstolo de Cristo e mártir. Pregou o Evangelho na Palestina, Grécia e na Ásia Menor. Acredita-se que morreu crucificado de cabeça para baixo ou decapitado em Hierápolis em 80 D.C.





2.  Ossuário de Tiago, irmão de Jesus:

                Em Outubro de 2002 foi anunciado que uma caixa funerária que se acreditava ser do apóstolo Tiago havia sido descoberta. A caixa tinha uma inscrição que dizia, em aramaico, “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. A legitimidade da caixa foi posta em xeque por mais de cinco anos. Acreditava-se que o trecho “irmão de Jesus“ era falso uma vez que naquele tempo costumava-se imprimir no caixão do indivíduo morto apenas a filiação. Contudo, especialistas no teste de carbono-14 afirmaram que a inscrição do nome de Jesus era antiga e, consequentemente, verdadeira.
                Tiago, o Bispo de Jerusalém, morreu em 62-69 D.C.

3. Ossuário da Família Que Condenou Jesus:

                Arqueólogos israelenses descobriram uma caixa funerária pertencente à família do sacerdote que comandou o julgamento de Jesus. O artefato de pedra data do primeiro século da Era Cristã e tem em torno de 2000 anos.
                A inscrição no ossuário diz, em aramaico, “Miriam [Maria], filha de Yeshua [Jesus], filho de Caifás, sacerdote de Maazias de Beth Imri”. Caifás foi o sumo sacerdote do Templo de Jerusalém que, segundo as Escrituras, participou do julgamento de Jesus.
                O governo israelense afirmou que a peça estava nas mãos de traficantes de antiguidades, o que dificulta o estudo de seu contexto original. Mas a sua autenticidade já foi provada.

4. Primeira Prova da Existência da Belém Bíblica:

                Arqueólogos israelenses anunciaram em 23 de Maio de 2012 a descoberta de um selo feito de argila com a inscrição “Bat Lechem”, que pode ser a primeira prova da existência de Belém na época descrita na Bíblia.  Trata-se de uma esfera de argila que se usava para carimbar documentos e objetos. A peça foi encontrada nas escavações da Cidade de Davi, situada no povoado se Silwán, no território ocupado de Jerusalém Oriental.
                O descobrimento remete a uma época posterior, a do Primeiro Templo Judeu (1006-586 a.C.), citada no Antigo Testamento como parte do reino da Judeia.
                “É a primeira vez que o nome de Belém aparece fora da Bíblia em uma inscrição do período do Primeiro Templo, o que prova que Belém era uma cidade no reino da Judeia e possivelmente também em períodos anteriores”, assinalou o responsável pelas escavações, Eli Shukron, em comunicado.


Fontes:
Túmulo do Apóstolo Filipe:

Ossuário de Tiago, irmão de Jesus:

Ossuário da Família Que Condenou Jesus:

Primeira Prova da Existência da Belém Bíblica:



domingo, 6 de maio de 2012

O Universo: Maravilhas de Deus


Buraco-Negro

Imagem computadorizada de um buraco-negro
Um buraco-negro é uma região do espaço-tempo onde a gravidade é tão forte que nada que se aproxima dele, inclusive a luz, pode escapar. A teoria da relatividade geral de Einstein prediz que uma massa suficientemente compacta pode deformar o espaço-tempo para formar um buraco-negro. Ao seu redor existe uma superfície matematicamente definida chamada de horizonte de evento, que marca o ponto de não retorno. É chamado “negro” porque absorver toda luz que atinge esse horizonte, refletindo nada, como um corpo negro perfeito na termodinâmica. A mecânica quântica prediz que os buracos-negros emitem radiação como um corpo negro com temperatura finita. Esta temperatura é inversamente proporcional à sua massa, dificultando a observação desta radiação por buracos-negros de massa estelar ou maiores.


Apesar da possibilidade fundamental da existência deste objeto dentro da clássica teoria da gravidade de Newton, a teoria de Einstein faz com que os buracos-negros sejam inevitáveis dentro de certas circunstâncias. Com a descoberta de quasares em 1963 se tornou claro que objetos astrofísicos exóticos poderiam existir. Hoje em dia é aceito que os buracos-negros existem sob duas formas diferentes.

Existe um consenso geral de que existem buracos-negros no centro da maioria das galáxias. Em particular, existem evidências da existência de um buraco-negro de mais de 4 milhões de massas-solares em nossa galáxia, a Via Láctea.


Estrelas Hipergigantes

Ilustração da VY Canis Majoris, localizada na Constelação de Cão Maior.

Uma hipergigante é uma estrela com imensa massa e luminosidade. O termo “hipergigante” é comumente usado para as estrelas mais massivas encontradas, apesar de haver definições mais precisas. A luminosidade de uma hipergigante chega à escala de milhões de vezes maior do que a do Sol. Sua temperatura varia entre 3500 K e 35000 K. Quase todas as hipergigantes exibem variações de luminosidade ao longo do tempo devido à instabilidade de seu interior. Por causa de sua massa, o tempo de vida deste tipo de estrela é muito curto em escolas astronômicas: pouco menos que milhões de anos comparados aos quase 10 bilhões de estrelas como o Sol. Por isso, estas estrelas são extremamente raras e poucas são conhecidas.

Hipergigantes são difíceis de serem estudadas devido à sua raridade. Por razões ainda desconhecidas, parece existir um grande limite de luminosidade para as hipergigantes mais frias (as amarelas e vermelhas): nenhuma delas tem o brilho maior do que 500 000 vezes o do Sol.

A maior estrela conhecida é a VY Canis Majoris. É uma hipergigante vermelha situada na constelação de Cão Maior (do latim Canis Majoris). Seu diâmetro mede em torno de 1800-2100 raios solares e está a aproximadamente 4900 anos-luz da Terra. Se o Sol fosse uma formiga de menos de 2 mm de altura, a VY Canis Majoris seria um elefante com 3 metros de altura.

Hipernova

Eta Carinae: candidata a hipernova no futuro astronômico.
Uma hipernova refere-se a uma estrela imensamente larga que colapsa no término de sua vida. A radiação expelida por uma hipernova próxima poderia provavelmente acabar com a vida na Terra; contudo, nenhuma hipergigante está localizada próxima o bastante da Terra para nos ameaçar. Um grupo liderado por Brian Thomas, um astrofísico da Universidade de Washburn, no Kansas, EUA, conjecturou que uma hipernova pode ter causado a extinção em massa na Terra que ocorreu há 440 milhões de anos atrás, mas não há evidências.

Eta Carinae, da constelação da Carina, a 7500-8000 anos-luz do Sol, é uma grande candidata à se tornar uma hipernova no futuro.


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Fontes:

sábado, 21 de abril de 2012

Deus e a Lógica: Paradoxo de Epicuro


Deus e a Lógica: Paradoxo de Epicuro

Poderiam Deus e o mal coexistir? Segundo a lógica do filósofo grego Epicuro de Samos, o deus cristão não poderia existir em um mundo onde o mal habita. Contudo, tal pensamento pode ser falseado através de alguns conceitos cristãos.

 O paradoxo diz:
  • Se for omnipotente e omnisciente, então tem conhecimento de todo o Mal e poder para acabar com ele, ainda assim não o faz. Então Ele não é Bom.
  • Se for omnipotente e benevolente, então tem poder para extinguir o Mal e quer fazê-lo, pois é Bom. Mas não o faz, pois não sabe o quanto Mal existe e onde o Mal está. Então Ele não é omnisciente.
  • Se for omnisciente e benevolente, então sabe de todo o Mal que existe e quer mudá-lo. Mas isso elimina a possibilidade de ser omnipotente, pois se o fosse erradicava o Mal. E se Ele não pode erradicar o Mal, então por que chamá-lo de Deus?

Levando-se em consideração a ideia geral do paradoxo, ele poderia ser resumido desta maneira:

“Se Deus é bom então ele combate o Mal.”

Em linguagem matemática, ou mais necessariamente, na lógica matemática, este tipo de sentença (condicional) é estruturado desta maneira: “se p então q”, o que significa dizer que “p implica q”:

p → q

A primeira condição (p) é suficiente para a ocorrência da segunda, ou seja, ela garante que “q” ocorra, o que não significa dizer que é a única maneira pela qual a segunda pode ocorrer. E “q” é necessária para a ocorrência de “p”, ou seja, se “q” não ocorrer, isso significa que “p” também não ocorreu:

~q → ~p (lê-se “não q implica não p”).

Logo, pela lógica de Epicuro, se Deus não combate o mal, então ele não é bom.

Mas, vamos fazer o caminho contrário e utilizar uma sentença equivalente para entender se de fato esta lógica se aplica a Deus: “Se Deus é mal então ele combate o bem”.

Veja que a sentença mantem a mesma ideia da negativa de p e de q (Deus não combate o mal, logo ele não é bom, e se ele não é bom, ele é mau). Já sabemos que a não ocorrência de “q” implica a não ocorrência de “p”, e sabemos que Deus não combate o bem, logo ele não é mau.
Então, a ideia de que alguém é bom se este mesmo combate o mal é logicamente errônea (para se ser bom, não é necessário combater o mal, mas apenas não praticá-lo).

Além disso, a lógica de Epicuro bate de frente com outra questão: o livre-arbítrio. O livre-arbítrio é o direito universal da escolha. Segundo esta ideia, Deus nos dá total liberdade de agir e de decidir entre fazer o bem e o mal. Então, desde o momento em que Deus interfere em nossas vidas, o livre-arbítrio deixa de existir. Daí pode-se criar outra sentença lógica:

“Se Deus interfere em nossas vidas então nós não temos o livre-arbítrio”.

Pelo cristianismo, sabemos que somos dotados do livre-arbítrio, logo Deus não interfere em nossas vidas. Poderíamos dizer também que “Deus só interfere em nossas vidas se, e somente se, não temos o livre-arbítrio”:

p ↔ q = p → q e q → p = ~p → ~q e ~q → ~p

Ou seja, para que Deus possa intervir em nosso mundo de uma forma geral, é necessário que abramos mão do nosso direito de escolha. Seja pelo bem ou pelo mal, é necessário aceitar a vontade de Deus em nossas vidas para que enfim possamos vê-lo se manifestar.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A Divina Proporção: A Matemática da Natureza


Ao observar a natureza, percebemos que a mesma obedece a leis muito bem definidas. Em toda a sua magnificência, ela nos mostra uma grande precisão matemática em sua formação.  E até hoje diversos matemáticos se deslumbram com presença notável de um número irracional em infinitos elementos naturais: o número de ouro.

A Divina Proporção

O número de ouro (também conhecido como “proporção áurea” ou “divina proporção”), representado pela letra grega Φ (phi, lê-se “fí”), é um número irracional e misterioso que se apresenta na natureza sob a forma de uma razão. Seu valor arredondado em três casas decimais é 1,618. Uma das mais famosas aplicações feitas deste número notável está na construção do Parthenon (templo em homenagem à deusa Athena, datado do século V a.C.). E ele está presente também no mais famoso monumento egípcio: a Grande Pirâmide de Gizé.

A famosa Sequência de Fibonacci também apresenta o número de ouro em sua razão de crescimento. As sucessivas razões entre um número e o seu respectivo antecessor vai se aproximando do número de ouro:


Sequência de Fibonacci = {1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21,...}

 \frac{2}{1}= 2

 \frac{3}{2}= 1,5

 \frac{5}{3}= 1,666...

 \frac{8}{5}= 1,6

 \frac{13}{8}= 1,625


Um Enigma da Natureza

Com status de “quase mágico”, Φ está presente principalmente em crescimentos biológicos:

A proporção em que o diâmetro das espirais de sementes de um girassol aumenta é igual ao número de ouro;

A proporção em que diminui o número de folhas de uma árvore à medida que subimos é igual ao número de ouro;

A razão entre o número de fêmeas e o número de machos em qualquer colmeia é igual ao número de ouro;

A proporção em que cresce o raio do interior da concha do náutilos (espécie de caramujo) é igual ao número de ouro;

No corpo humano, a altura do corpo dividida pela distância entre o umbigo até o chão é igual ao número de ouro, e também o são a razão entre a altura do crânio e a medida entre a mandíbula e o alto da cabeça e a razão entre o comprimento do ombro à ponta do dedo e o comprimento do cotovelo à ponta do dedo.


Além desses exemplos, sabe-se que a proporção áurea está presente no DNA, no comportamento da refração da luz, nas espirais galácticas, nos marfins de elefantes, nas trombas dos elefantes, nas escamas de peixes, nas ondas dos oceanos, nos furações, etc.

Por fim, fica uma pergunta: se a natureza se apresenta com tal precisão matemática, poderia a mesma ser fruto de um simples acaso ou resultado de um planejamento minucioso idealizado por um grande projetista?


quinta-feira, 1 de março de 2012

A História de Jonas - Verdade ou Mito?

Engolido por uma Baleia: o Jonas do Século 19

No final do século XIX, um relato surpreendente trás a tona uma possível verdade de um dos mais importantes relatos bíblicos.



Em 1891, James Bartley estava a bordo do baleeiro Star of the East em uma expedição às Ilhas Malvinas (em inglês, Falkland Islands), no Atlântico Sul.  Um vigia avistou uma imensa baleia cachalote quase novecentos metros do bombordo. E uma corrida mortal se iniciou entre o Star of the East e o gigantesco mamífero.

O jovem Bartley estava no primeiro escaler a se aproximar da presa. Eles se aproximaram por trás; e, ao ser lançado, o arpão atingiu profundamente as partes vitais do cachalote. Enquanto a baleia lutava para se libertar do arpão, Bartley e os outros remavam freneticamente para sair do alcance da barbatana caudal. A baleia soltou um jato de água antes de dar um mergulho.

Os remadores se prepararam para pular do barco e se salvarem. Sem aviso, o escaler foi lançado para cima. A baleia se debatia violentamente, mordendo os homens e os destroços, gerando uma espuma sangrenta.

Outro escaler pegou os sobreviventes, mas dois homens estavam faltando, entre eles o jovem James Bartley.
Já morta, a baleia flutuava alguns metros da embarcação. A tripulação amarrou o animal e um gancho a levou para próximo do navio. O clima quente permitiu que a baleia fosse cortada de uma só vez. Impossibilitados de levá-la para dentro da embarcação, os homens retiraram o revestimento de gordura do imenso mamífero.

Mais tarde, os cansados marinheiros removeram o estômago e lentamente o puseram dentro no convés. Eles se assustaram com um movimento no interior do saco. Alguma coisa viva e que respirava estava em seu interior. O capitão chamou o médico do navio, que fez uma incisão na carne áspera. E o marinheiro desaparecido James Bartley deslizou para fora do estômago da baleia. Ele estava vivo, mas inconsciente.
James foi banhado com água do mar para que recobrasse sua consciência. Ele balbuciava incoerentemente. 

Confinado em uma cabine por semanas e preso para que não se machucasse enquanto se debatia severamente, James foi, aos poucos, retomando os sentidos. Em um mês, ele estava apto para relatar o que havia acontecido em sua terrível experiência.

“Quando eu fui lançado para fora do barco, eu vi uma imensa boca aberta diante de mim. Eu gritei e me engasguei. Eu sentia fortes dores enquanto eu escorregava entre os dentes e para um tubo viscoso que me levou para dentro do estômago da baleia. Eu podia respirar, mas o odor quente e fétido me deixou inconsciente. E a última coisa que me lembro é que eu chutava o mais forte que podia nas paredes do estômago, até que fiquei inconsciente e só acordei agora, quase um mês depois.”


Por causa das 15 horas que ficou dentro do estômago do mamífero, Bartley perdeu todos os pelos do corpo e ficou cego para o resto da vida.  Sua pele ficou pálida, dando-lhe a aparência de que não tinha sangue, apesar de estar saudável.

James nunca mais fez uma viagem marítima e se estabeleceu como sapateiro na sua cidade natal de Gloucester, Inglaterra. Ele morreu 18 anos depois de sua aventura memorável. Em sua lápide há um pequeno relato de sua experiência no mar e uma nota final que diz:
“James Bartley – 1870-1909 – Um Jonas Moderno.”

Um homem sobreviveu 15 horas dentro de uma baleia. Jonas, um dos mais famosos personagens bíblicos, permaneceu vivo dentro de uma durante 3 dias e 3 noites. Não podemos afirmar nem tão pouco negar que essa narrativa seja verídica, mas sabemos que um homem na era moderna repetiu um dos feitos mais difíceis descritos na Bíblia. Então, uma pergunta fica no ar: se um homem pôde ficar 15 horas vivo dentro de uma baleia, será que Jonas poderia ter sobrevivido durante 3 dias?

Obs.: o relato é baseado em uma narrativa real do próprio James Bartley, tendo sido, portanto, readaptado.

Fontes:
http://www.ycaol.com/swallowed.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/James_Bartle

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Deus criou o universo? Parte IV



Antes do Início...

Observando a natureza, vemos que tudo é regido por trabalho. Na física, o trabalho é possibilitado pela energia. A energia é, pois, indispensável não somente para a existência da vida através da evolução química, mas também para a formação de toda a matéria do universo. Voltando no tempo, vemos que existe um momento em que toda a matéria do universo estará condensada em um único ponto. Mas, segundo a física einsteiniana, a matéria é formada através de vibrações de energia. Sendo assim, existia algo antes do Big Bang que deu início a todo o processo de formação de matéria: energia. Mas que tipo de energia? Segundo Lavoisier, “na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. Existem muitas formas de energia no universo. Se levarmos em consideração o apotegma citado, podemos supor que todas elas sejam oriundas de uma forma de energia primitiva, primordial que estava presente no universo muito antes de sua existência.
Pense bem. Quando uma fruta está suspensa em um galho a certa distância do solo, ela adquire energia potencial gravitacional. Ao cair, essa energia, aos poucos, é convertida em energia cinética. Ao final, a energia potencial gravitacional inicial e a energia cinética final são iguais. Sendo assim, podemos supor que o somatório de toda a energia presente no universo é igual à energia primordial.

O Surgimento da Vida

A química moderna propõe uma resposta a uma das grandes questões da história da humanidade: como surgiu a vida? Por muito tempo, acreditou-se que a vida era originada de matéria não-viva (vide Abiogênese). Depois, tal teoria, através de experimentos, foi refutada e a teoria da Biogênese, que prega que a vida é originada de formas de vida pré-existentes, tornou-se a mais aceita no meio científico. Mas, segundo a química moderna, a vida pode ter de fato surgido através de uma evolução dos elementos químicos encontrados na Terra primitiva. E para que tal processo fosse possibilitado de ocorrer, era necessário a presença de energia.

Os seres vivos não temos diferenças acentuadas no que tange à composição química em relação à matéria inanimada. Podemos dizer que o que nos diferencia, nós seres humanos, de uma pedra é a nossa consciência e dos demais animais, o raciocínio.

Ao serem indagados, muitos dirão que a consciência é apenas impulsos elétricos e que o raciocínio é resultado da evolução que a raça humana sofreu durante milhões de anos. Contudo, sabe-se que a evolução é uma readaptação às diferentes condições ambientais. Por esse ponto, vemos que é ilógico pensar que somos racionais simplesmente por sermos mais evoluídos, porquanto o que faz o raciocínio ter mais valia para nós do que para os outros animais?

Muitos podem não aceitar, mas é notável que o raciocínio, a inteligência e todas as faculdades mentais não surgiram espontaneamente, mas foram concebidas por uma mente superior.

A Inteligência na Natureza...

Se você visse um robô altamente avançado, certamente pensaria “Esse robô só pode ter sido projetado por uma mente muito inteligente”. Observando a complexidade da natureza, entende-se a mesma não nasceu randomicamente, mas que ela é fruto de um projeto. Existiu, pois, antes de sua existência, um projetista.

O Espírito

Segundo a filosofia, o espírito é o conjunto das leis físicas que regem nosso sistema nervoso. Sabemos que toda a nossa mente é movida por impulsos elétricos. Por comparação, inferimos que o espírito é energia.

O Que ou Quem é Deus?

Toda obra tem autor. Se a natureza é um projeto inteligente, existiu um projetista. Por mais que a natureza trabalhe sozinha através de leis, entende-se que as leis foras concebidas por uma mente superior.
Segundo as Escrituras, Deus é espírito. Como foi dito, espírito é energia; logo, Deus é energia. Sendo assim, Deus não poderia ter sido criado. Mas, poderia ele estar sujeito às forças fundamentais da natureza? Na prática, toda a energia que entra em um buraco-negro, por exemplo, é expelida na forma de radiação. Mas, como poderia um criador ser submisso à sua criação? Certamente há uma resposta que ainda está distante; mas há uma resposta.

E certamente o único modo pelo qual O alcançamos é a fé.

E a Resposta...

Por mais que o homem estude e compreenda o universo, a brevidade da vida nos impossibilita enxergar nas entrelinhas. E na vida, a base de tudo é a fé, pois não existem verdades absolutas nem mentiras que durem 100 anos.

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêemHebreus 11:1

O fato é que Deus não se encaixa nas lacunas das teorias científicas. Deus é o somatório de tudo que existe. É a fonte da vida e seu projetista. Se alguém me perguntar se Deus existe, a resposta é simples: sim. E por que eu acredito em Deus? Pelo simples fato de existir a vida.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Deus, Teoria M e o Multiverso


Deus, Teoria M e o Multiverso


Entendendo a Teoria das Cordas...

Toda matéria é formada por átomos, que podem se dividir em prótons, elétrons e nêutrons. Tais partículas subatômicas também podem se subdividir em quarks. A divisão atômica pode ser, pois, ad infinitum, porquanto não se sabe se a última partícula é divisível. Mediante essa questão, os cientistas elaboraram uma teoria que afirma que toda partícula é formada por energia. As partículas primordiais são, nesse caso, membranas unidimensionais que, ao vibrarem, formam as mais diversas partículas subatômicas e suas características.

Três das quatro forças fundamentais da natureza são transmitidas por partículas que interagem mutuamente. E a gravidade também pode ser transmitida por uma partícula: o gráviton.

Existem, pois, além das quatro dimensões já conhecidas – 3 espaciais (altura, largura e profundidade) e 1 temporal – outras 7 dimensões recurvadas.

Aceitando que Deus, sendo espírito, é uma energia, é possível, pois, que ele seja capaz de materializar-se; não somente Deus, mas todos os espíritos, como anjos, demônios e nossas próprias almas. Por mais estranho que isso possa soar, é possível que todo espírito seja formado por partículas e possuir massa.

Durante o sono a nossa percepção da passagem do tempo é diminuta. Podemos, pois, supor que nossa consciência, ou mais precisamente, o nosso espírito, trabalha em uma dimensão atemporal, ou em uma dimensão na qual o tempo é distorcido, semelhante ao que ocorre em um buraco negro. Deus e os nossos espíritos, pois, podem habitar em uma dimensão onde o tempo é desprezível ou inexistente.

O Multiverso

Com raízes na Cosmologia e na Mecânica Quântica, a teoria do Multiverso prega a existência de um grupo incontável de universos onde todas as probabilidades quânticas de eventos ocorrem. Tais universos são como bolhas de sabão flutuando em um espaço maior. Alguns desses universos podem inclusive estar interligados por buracos negros ou por buracos de minhoca, que seriam espécies de atalhos no espaço-tempo.



Uma das implicações dessa teoria é que o “mundo espiritual” seja um universo paralelo ao nosso e que pode estar ligado a ele por uma espécie de atalho, como os já citados buracos de minhoca. E um possível atalho para esse mundo poderia estar localizado na nossa própria mente.

Tudo isso pode parecer muito absurdo, mas uma vez que se prove que as EQMs ou mesmo as possessões demoníacas (eu acredito) são verdadeiras, abre-se uma janela para uma possível resposta da questão “Onde habita Deus?”

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_cordas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Multiverso_(ci%C3%AAncia)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O Paradoxo da Onipotência

O Paradoxo da Onipotência


"Se Deus é onipotente, ele teria poder para criar uma pedra que não poderia erguer. Se Deus não puder criá-la, não é onipotente; se não puder erguê-la, também não é onipotente."

Por muito tempo esse paradoxo tem sido usado para negar a onipotência de Deus. Contudo, pode existir uma resposta para tal problema.

Imagine que Deus crie uma balança de pratos. Imagine que em um dos pratos Deus materialize uma pedra tão pesada a ponto de ser praticamente impossível de ser movida. Para isso, seria necessário que seu peso tendesse ao infinito. Suponhamos agora que Deus materialize o seu poder na forma de uma outra pedra sobre o outro prato. Sendo onipotente, seus poder tente ao infinito, e assim seria o peso da segunda pedra. Logo, a balança entraria em equilíbrio.

Sendo assim, não há como Deus criar algo que transcenda a sua força uma vez que ele já é onipotente. É ilógico e impossível, por exemplo, imaginar que Deus, por ser onipotente, seria capaz de criar um ser que tivesse mais conhecimento do que ele, porquanto se Deus lhe concedeu a sabedoria, então ele já a possuía.

O paradoxo da onipotência é ilógico, pois contraria as leis naturais.
Uma força não pode sobrepujar a si mesma. Assim é com Deus.

Conclusão: a onipotência existe no âmbito das coisas possíveis.

Existem outras tentativas de resolução. Veja nos links: